A tourada de beneficência em nome da Abraço foi efectivamente realizada no passado dia 27 de Outubro em Elvas.

Da parte da Acção Animal sempre fomos muito claros em relação ao que pretendíamos e porque o pretendíamos.
Sem querer julgar o trabalho meritório desta associação, mostrámos que somos totalmente contra a angariação de donativos através de actos de crueldade e tortura injustificáveis e disponibilizámo-nos a reunir com a Abraço para propor eventos alternativos caso esta associação mostrasse alguma abertura para se demarcar desta tourada.

Apesar de inicialmente a Abraço ter mostrado alguns sinais de que a situação se resolveria da melhor maneira, quer pela retirada imediata do anúncio desta tourada do site da Abraço quer pela simpática mensagem enviada por parte de um vogal da Abraço, não houve por parte desta associação qualquer intenção real de resolver este assunto, claramente visível na total ausência de respostas aos nossos apelos e pressões.
Aliás, muitos activistas queixaram-se por terem recebido respostas muito pouco educadas por parte de membros da Direcção da Abraço. Lamentamos profundamente que a Abraço tenha optado por esta via.

Por parte da Acção Animal, sabemos que fizemos todos os esforços para que a Abraço pudesse ter a saída mais dignificante. Mesmo assim a Abraço decidiu ir em frente, fosse porque iam receber muito dinheiro com este tipo de eventos, fosse porque existem pessoas do mundo tauromáquico que estão envolvidas directamente com a Abraço. O relevante é que 6 touros foram mortos no dia 27 de Outubro de 2007 em nome da luta contra o vírus da SIDA.

Deixamo-vos com uma reportagem fotográfica desta corrida de touros, onde numa das fotos é possível ver Margarida Martins, porta-voz carismática da Abraço, de pé e a aplaudir a tourada, enquanto carrega uma máquina fotográfica de elevada qualidade (ver aqui).

Ficámos satisfeitos pelo descontentamento demonstrado por centenas de pessoas face à posição assumida pela Direcção da Abraço. Ficámos também muito satisfeitos com as mensagens que vieram de Espanha, França e Alemanha mas mais ainda com as mensagens que vieram de portugueses dizendo que já fizeram donativos à Abraço e que desde este infeliz acontecimento não o voltarão a fazer.

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