No passado dia 4 de Setembro, dia Mundial do Animal, cerca de 30 pessoas participaram no debate “Vegetarianismo e a ‘Revolução das Colheres’” organizado pela Acção Animal de Lisboa e pela Crew Hassan, inserindo-se nas acções da Semana Vegetariana.

Aqui foi apresentado e discutido o movimento maioritariamente sul-americano (‘La Revolucion de las Cucharas‘) que de forma entusiasmada, criativa, bem humorada e pacífica, divulga e promove o vegetarianismo dentro de cada comunidade. Para isso usam argumentos não exclusivamente virados para a ética dos direitos dos animais, mas também sociais e ambientais, sendo frequente a referência às ligações entre o capitalismo/imperialismo das grandes potências económicas e a sobreexploração de humanos e animais. É um movimento que, por actuar localmente, constrói as raízes para uma verdadeira mudança de hábitos que beneficia quem muda, os animais e o Planeta.

No debate houve ainda tempo para discutir as dificuldades e vantagens de um regime vegetariano, da invisibilidade criada pelos meios de comunicação a estes temas, e da possibilidade de criar um movimento semelhante em Portugal.

No dia Mundial do Animal, dia 4 de Outubro, a Acção Animal vai realizar um jantar vegetariano (vegano), seguido de um debate sobre vegetarianismo e o movimento sul-americano pró-vegetarianismo “revolução das collheres”. O local será na cooperativa cultural “Crew Hassan”, na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 159, 1º andar (metro: Restauradores; www.crewhassan.org).

O jantar está marcado para as 20h e terá um custo de 7 euros e terá de ser obrigatoriamente reservado até dia 26 de Setembro (geral@accaoanimal.com).

O debate (21h) e concerto (22h30) têm entrada livre.

Este evento está integrado nas actividades da Semana Vegetariana. Para ver outros eventos e iniciativas integradas nesta semana, incluindo algumas organizadas pelo núcleo do Porto da Acção Animal, visite  a página www.semanavegetariana.com

A Acção Animal recebeu da parte do secretariado concelhio da JS/Porto e do grupo municipal do Porto do Bloco de Esquerda dois importantes comunicados em que mostram o seu repúdio pelo 1º Rodeio do Porto. Pode lê-los aqui e aqui.

Nestes documentos é referida a grosseira falta de respeito pelo bem-estar dos animais neste tipo de eventos, a falta de investimento em cultura no município que contrasta com o apoio financeiro para a realização deste espectáculo ilegal e ainda a sua total solidariedade com o movimento de cidadãos e associações de protecção animal que se têm manifestado contra este evento.

Importante referir também que neste rodeio, apesar dos organizadores repetidamente insistirem desde o primeiro dia que não há sofrimento animal, estava planeado o uso de esporas pelos “cowboys” e de cordas e cintas nos animais que foram atempadamente proibidos pelo médico-veterinário municipal justamente por este ter concluído que estes objectos eram um evidente risco ao bem-estar dos animais.

Para provocar os bois a darem os tão ambicionados coices, a organização tem optado por lhes puxar a cauda e outras agressões que, sendo menos eficazes que as esporas e o “sedém”, têm levado, segundo o locutor, vaqueiros e assistência a admitir que assim “não pinoteiam o suficiente”, revelando uma nítida relação directa entre o sofrimento provocado ao animal e o entretenimento obtido pela assistência.

Para além disso, foram já captadas imagens vídeo do primeiro dia do rodeio em que é possível ver funcionários da organização a pontapear os animais.

Este Sábado, às 18h30, não falte à manifestação contra o 1º Rodeio do Porto, em frente ao recinto do Queimódromo, Parque da Cidade (Circunvalação).

Com o objectivo de promover e divulgar o vegetarianismo, várias associações, restaurantes e lojas juntaram-se à Semana Vegetariana.
Entre 29 de Setembro e 5 de Outubro serão realizados inúmeros debates, workshops e promoções em vários pontos de Portugal.

A Acção Animal, como uma das associações promotoras do evento, realiza os seguintes eventos:

No Porto:
- 27 de Setembro, Sábado, 14h: Distribuição de panfletos sobre Semana Vegetariana e vegetarianismo (Baixa do Porto);
- 30 de Setembro, Terça-feira, 18h30: “O vegetarianismo e os direitos dos animais” (Casa da Horta);
- 2 de Outubro, Quinta-feira, 18h30: “O vegetarianismo e a ecologia” (Casa da Horta);
- 4 de Outubro, Sábado, 16h: Workshop “Iniciação ao vegetarianismo” (Casa da Horta).

Em Lisboa:
- 4 de Outubro, Sábado, 20h: Jantar vegetariano e debate “O vegetarianismo e a ‘Revolução das Colheres’ ” (Crew Hassan), seguido de festa e concerto às 22h30.

Para mais informações consulte a página da Semana Vegetariana.

Não falte!

Já está online a página em português da Plataforma “Por uma Europa sem touradas”, com a desmistificação dos principais argumentos pró-tauromáquicos, como a importância para a economia local, para a ecologia ou o fatalismo irracional de “o touro é um animal que só se sente bem mostrando a sua bravura”.

Merece uma leitura atenta.

Numa colaboração entre o Centro Vegetariano, Acção Animal e MATP, foi
produzido um novo panfleto apelando ao fim das touradas em Portugal,
que será uma ferramenta importante na sensibilização de todos em
acções futuras.

Por favor leia e divulgue-o, tanto no formato original (.pdf) ou imagem (.jpg).

No passado dia 24 de Julho, a Acção Animal fez a distribuição de panfletos apelando ao respeito pelos touros e ao fim das touradas em Portugal.

Foi até agora a maior distribuição de panfletos neste local: foram distribuídos cerca de 600 panfletos e estiveram mais activistas presentes para a distribuição.

Se pretende participar nesta e noutras acções desenvolvidas pela Acção Animal por favor inscreva-se no nosso grupo de activistas.

Considere ainda fazer um donativo solidário ou tornar-se sócio/a da Acção Animal.

No passado dia 17 de Julho a Acção Animal distribuiu mais de 500 panfletos pelo fim das touradas em Portugal e pelo respeito aos milhares de touros que são anualmente torturados em nome do entretenimento e da tradição.

O Pedro, uma das pessoas que recebeu o nosso panfleto, disse que estava indeciso sobre a sua posição em relação às touradas, devido à sua importância em manter a espécie do touro bravo.

Esclarecemo-lo na altura mas ficam aqui os argumentos que certamente serão úteis para outras pessoas.

Os proprietários das ganadarias mantêm os touros nos seus terrenos, não porque tenham uma grande consciência ecológica e ambiental, mas porque daí retiram dinheiro. Muito dinheiro. No dia em que os touros deixarem de ser vendidos a 2000 euros cada, cerca de 2600 animais por ano (DN, 2007), os proprietários das ganadarias rapidamente se esquecerão de qualquer importância ecológica ou da biodiversidade do touro bravo.

É esta a principal, senão a única, verdadeira razão para a continuação das touradas no nosso país – interesse económico.

É claro que, para desculpar o indesculpável, atiram para os olhos o facto de se querer proteger uma espécie. Mas nem o touro bravo é uma espécie nem a extinção desta raça é irremediável e obrigatória quando as touradas acabarem.

Nada impede o Estado português de criar parques naturais ou outras soluções viáveis para a conservação destes animais.

O que não pode nunca acontecer é justificarmos o sofrimento e morte de um ser com a capacidade de sofrer para o poder “conservar”.

A conservação do panda passa por espetar bandarilhas no seu dorso? A recolocação do lince ibérico na Península Ibérica passa por o pegarmos de caras?

A conservação de espécies / raças, não é argumento para continuar a haver touradas. É um papel que tem de ser assumido pelos portugueses e pelo Estado e não por empresas que da exploração desses animais retiram avultados lucros.

Existe outro argumento frequente, que é o da conservação dos ecossistemas, mas este é ainda mais frágil. É que estamos a falar de um animal totalmente domesticado, que só existe por selecção artificial de características de interesse. Isto significa que um touro bravo é totalmente substituível senão supérfluo na manutenção dos montados portugueses.

Voltamos então ao único argumento de peso para a manutenção das touradas. Os interesses económicos. Interesses esses que vivem de um espectáculo que promove a ideia de que existe justiça e igualdade em colocar um animal num local estranho e com regras definidas pelos humanos; que coloca animais numa luta que estes não desejam entrar (mas são forçados a isso); que vive da diabolização da imagem de um herbívoro territorial e faz disso um espectáculo de entretenimento.

É vital rejeitarmos esta visão subvertida da realidade. É preciso dizer que a tourada não é uma fatalidade e que podemos acabar com uma das formas mais indignas e desumanas de tratamento dos animais da actualidade. É incontornável assumirmos este como um dos principais objectivos do movimento de defesa e de direitos dos animais.

Hugo Evangelista – Biólogo
Acção Animal

A Acção Animal, em colaboração com a PETA Europe, realizou no dia 11 de Julho uma manifestação em frente à Embaixada Britânica em Lisboa, defendendo o fim do uso de pele de urso preto nos chapéus da Guarda Real Britânica.

Nada justifica que no ano de 2008 se continuem a matar animais para fazer chapéus, com a agravante de estes chapéus terem funções militares exclusivamente cerimoniais e simbólicas, quando já existem alternativas sintéticas perfeitamente equivalentes e 100% livres de crueldade animal.

Todos os anos cerca de 100 ursos negros são mortos no Canadá para fazer estes chapéus, tirando a estes ursos o que lhes é mais essencial – a sua vida – ocorrendo ainda casos em que deixam para trás crias orfãs incapazes de sobreviver sozinhas ou casos de ursos que conseguem fugir após serem feridos pelos caçadores, causando-lhes um sofrimento enorme até morrerem dos ferimentos.

Veja as notícias da manifestação na SIC Online e Expresso.
Veja as fotos do evento no Picasa.

Para mais informações visite o site UnbearableCruelty.co.uk.

Deitada nua na rua e “ensanguentada” por bandarilhas cravadas nas suas costas, Susana Sousa, natural de Lisboa, esteve em Pamplona, Espanha, em representação da Acção Animal, para protestar contra a cruel Corrida de Touros e a Tourada que acontece de seguida.

A chocante demonstração foi organizada pela People for the Ethical Treatment of Animals – PETA.

Notícia publicada no Jornal de Notícias.

Mais sobre esta manifestação em Animanaturalis.
Vídeo da manifestação.

Se pretende participar em acções pela defesa do respeito pelos animais por favor inscreva-se no nosso grupo de activistas.

Considere ainda fazer um donativo solidário ou tornar-se sócio/a da Acção Animal.

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